Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Edição Nº 286 - Jan/Fev 2007

Rúbrica: Economia

O Estado e a economia de casino ao serviço da acumulação capitalista

por Anselmo Dias

Em anterior artigo de O Militante salientámos que o ataque ao Estado democrático passou (e passa) pela descaracterização da Constituição. Importa agora salientar que o ataque à democracia económica passou (e passa) pelas privatizações – a expressão acabada da contra-revolução da base material da Constituição –, com as quais se reverteu para um reduzido número de oligarcas o que havia sido um valioso património do Estado ao serviço do povo e do país. Um património que resultou das nacionalizações levadas a cabo com o 25 de Abril e cuja dimensão provocou a maior alteração da titularidade da propriedade de toda a nossa história.

Indústria siderúrgica em Portugal. Uma retrospectiva oportuna

por Pedro Proença

Na prática, a actividade siderúrgica, com expressão industrial típica do século XX, ainda que com grande atraso em relação aos países desenvolvidos europeus, ocorreu em Portugal a partir do alvará concedido em 1958, no tempo do condicionamento industrial, ao Grupo Champalimaud. O arranque fabril da Siderurgia Nacional (SN) deu-se em 1961, através da exploração do primeiro, e único até à data montado em Portugal, alto-forno, que integrava a fábrica localizada em Paio Pires (concelho do Seixal), perto do então complexo fabril da CUF no Barreiro.