Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Organização, Edição Nº 287 - Mar/Abr 2007

Distrito de Santarém - determinação e audácia no trabalho de organização

por Vítor Rodrigues

A Reunião Distrital de Quadros da Organização Regional de Santarém, realizada a 20 de Janeiro, sob o lema Sim, é possível um PCP mais forte! Em 2007, consolidar, crescer, avançar, teve como objectivos fazer o balanço da acção geral do reforço do Partido no distrito, e aprovar medidas de aprofundamento dessa acção.


A participação de 131 quadros e as 35 intervenções no decorrer dos trabalhos, a par do seu rico e diversificado conteúdo, fizeram desta reunião, por si só, um importante momento para a vida e reforço do Partido no distrito. As linhas de trabalho a adoptar, partindo da análise da situação actual, constam na Resolução Política aprovada por unanimidade no final da reunião.   A primeira conclusão é que, em 2006, o Partido ficou mais forte! Os números apontam nesse sentido: em 2006, 177 recrutamentos (63 operários, 45 empregados, 71 com menos de 30 anos), 53 quadros responsabilizados (18 com menos de 30 anos), 14 assembleias realizadas, algumas das quais pela primeira vez. A isto acresce: reforço do trabalho de direcção, sobretudo ao nível dos organismos executivos da DORSA; aumento das receitas, com o alargamento da recolha de quotização, o aprofundamento do cumprimento do princípio ético, político e estatutário ao nível dos eleitos em cargos públicos, e maior rentabilização do património do Partido; aumento na difusão da imprensa partidária; envolvimento mais profundo na preparação de acções de luta, por exemplo, na grandiosa jornada de 12 de Outubro e a 25 de Novembro; uma diversificada e intensa intervenção em torno da defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e das populações.Um segundo aspecto é que, apesar dos avanços registados, subsistem atrasos e dificuldades que merecem um redobrado esforço no sentido de serem ultrapassadas. Em primeiro lugar, mantém-se a exigência de aprofundar o trabalho de fundos, sobretudo através do alargamento da recolha da quotização, e da generalizada actualização do valor respectivo. Um pequeno esforço de todos os militantes pode corresponder a um significativo reforço da capacidade política do Partido. No caso da ORSA, esse pequeno esforço tem um valor equivalente, por exemplo, a entregar mensalmente ao Partido o valor de um café, em média.

Em segundo lugar, é necessário progredir rapidamente na tarefa permanente da actualização de dados dos membros do Partido, havendo um ainda elevado número destes por contactar. É também premente aprofundar e melhorar a estruturação orgânica, sobretudo ao nível das empresas e locais de trabalho, e das organizações de base. Paralelamente, regista-se a necessidade de efectivar plenamente o papel de direcção do Partido em áreas fulcrais, como ao nível do movimento sindical e do trabalho autárquico. Isto a par de outras frentes de trabalho (propaganda, agricultura, reformados, movimento associativo, movimentos de utentes), que exigem também um melhor acompanhamento aos vários níveis, desde a localidade à região. Também o trabalho de formação ideológica, tendo até em conta os novos militantes e quadros, necessita de ser mais cuidado.

A terceira e mais importante conclusão a tirar é que, acompanhando a tendência geral de reforço da organização partidária, é não só necessário como possível, também no distrito de Santarém, crescer, avançar e consolidar os avanços registados. O êxito da tarefa de reforço do Partido em 2006 revela o acerto das orientações do Partido definidas no nosso 17.º Congresso e posteriores resoluções do Comité Central. Esse êxito pode ser ainda maior em 2007, se existir um maior e melhor desenvolvimento dessas orientações aos mais diversos níveis da organização partidária.

A Resolução Política aprovada nesta reunião significa um compromisso da ORSA em torno de metas e diversas direcções de trabalho imediatas, entre as quais:

– recrutar 200 novos membros em 2007;

– aumentar os meios financeiros (aumentando receitas e diminuindo despesas) e a capacidade de intervenção política do Partido, reforçando o nosso papel de dinamizadores da luta pela transformação social;

– desde já criar e fazer funcionar mais organizações de empresa ou local de trabalho, organizando e enquadrando aí uma parte cada vez mais significativa de militantes;

– aumentar a venda regular do «Avante!» em mais 50 exemplares por semana;

– promover a realização de Assembleias em todas as organizações que não o fizeram até 2006;

– realizar, em 2007, um Encontro Distrital sobre a organização e acção do Partido nas empresas e locais de trabalho, e um Encontro Distrital sobre a acção dos comunistas no Poder Local;

– organizar pelo menos um curso de formação ideológica para quadros do distrito.

  No imediato, temos que envolver a fundo toda a organização na discussão e na concretização destas medidas e linhas de trabalho. E também, desde já, preparar e dinamizar as jornadas de luta de 2 e 28 de Março (convocadas pela CGTP-IN), as comemorações do 86.º aniversário do Partido, do 33.º aniversário do 25 de Abril e o 1.º de Maio. Isto para além de todas aquelas iniciativas que, no plano do Partido ou no plano unitário, farão parte da resistência à política de direita levada a cabo por este governo PS e da luta por uma nova política que corresponda aos interesses dos trabalhadores e da maioria da população.

Um aspecto final a valorizar é que esta reunião não teria sido o que foi sem que um grande conjunto de quadros generosos, desenvolvendo diariamente um diversificado e vasto leque de tarefas nas suas organizações, fazendo parte e reforçando o grande colectivo militante do Partido, não se envolvesse na sua preparação e discussão da forma que só os comunistas sabem. Avaliando o trabalho realizado, identificando avanços, dificuldades, necessidades e possibilidades, apontando linhas de trabalho, tendo em conta a exigência que o momento e o projecto político do nosso Partido colocam, e o nosso estilo de trabalho colectivo e fraternal.

Todo este trabalho com que nos comprometemos implica organizar e responsabilizar de forma determinada e audaciosa, de modo a dar resposta a todas as tarefas que se nos colocam. E estas, como foi sublinhado numa intervenção da reunião, devem se realizadas com confiança e alegria.

Com o envolvimento e empenho do que o Partido tem de melhor e mais valioso – os seus militantes – «Sim, é possível um PCP mais forte!» e «em 2007, consolidar, crescer e avançar».