Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Efeméride, Edição Nº 294 - Mai/Jun 2008

As lições de Maio de 68 em França

por Sérgio Ribeiro

Todos os anos têm um mês de Maio. 1968 teve, claro, um Maio. Parece que sobretudo em França. Para se ser mais preciso, parece que sobretudo em Paris. O Mai 68! Um Maio que ficou na história. Para muitos aspectos da vida, da vida de muitos de nós. A quem o Maio de 1968 apanhou jovens, ou ainda jovens.

Para esses de nós, em 1968 jovens ou ainda jovens, a vida era cinzenta, bisonha, sem perspectivas. Menos para os que lutavam, para os que lutam sempre. Em Portugal, o fascismo, a guerra colonial, a emigração, faziam mais triste a vida. Para os que não lutavam, para os que não tinham a esperança que nasce na luta. Para os que só esperavam… talvez Agosto, talvez a queda salazarenta de uma cadeira em S. João do Estoril. Para esses, Maio de 68 foi um estampido, um clarão. Mudou muitas coisas. Na sua maneira de viver.

Quarenta anos passaram e há uma aura e nostalgia desse Maio de 68. Não só em França, em Paris, no Quartier Latin, na Sorbonne.

Mas, para os jovens de hoje, como contar o que foi esse Maio que tão mal, como toda a história, se conta? Que se conta ter sido o «Maio dos estudantes». Que foi. Mas que não foi só. Que foi também «Maio dos proletários» (1).





A situação anterior



Em França, De Gaulle era o símbolo do poder político. De direita. Com o pendor nacionalista que o fizera participar na Resistência, nela forjando a sua imagem, afirmando-se na primeira fase da CEE – como no episódio da «cadeira vazia» e na imposição do «interesse vital» – para a impedir de prosseguir caminhos que considerava contrários aos interesses da França, com um controlo da política interna que o levava a dizer, na mensagem de fim do ano de 1967: «no meio de tantos países abanados por tantos safanões (saccades), o nosso país continuará a dar o exemplo da eficácia na condução dos seus assuntos (affaires)».

No entanto, a situação não era como De Gaulle queria fazer crer, bem ao modo «chauvinista» de «grandeur» tipicamente francês. Havia luta social. Apenas a título de (outro) exemplo, como ponto culminante da luta quotidiana nos locais de trabalho o número de dias de greve passara de menos de um milhão em 1965 para 2,5 milhões em 1966 e mais de 4,2 milhões em 1967.

As centrais sindicais, a CGT, também a CFDT e, muito menos, a FO – frutos da estratégia de dividir os trabalhadores através da cisão sindical, que o pós-guerra tão bem ilustrou (como o 25 de Abril) –, e o PCF desenvolviam grande actividade. Também no plano institucional a influência do PCF era grande, e tivera, nas últimas eleições, mais de 22% dos votos.

«Les saccades» teriam de aparecer. Havia um mal-estar latente e crescente. 





O «Maio dos estudantes»



A 3 de Maio, em Nanterre, uma agitação provocada pelo «movimento 22 de Março» levou ao encerramento da faculdade; a 4 de Maio, a Sorbonne foi ocupada pela polícia, com desmesurada e violenta repressão, que provocou os primeiros confrontos.

Por erro e/ou cálculo, a reacção do governo agravou uma situação tensa e abriu a escalada da violência. A 6 de Maio, 20 mil estudantes protestaram contra a condenação de colegas. A polícia carregou brutalmente e fez muitos feridos. Os «pavés», que se tornaram «símbolos» do Maio dos estudantes, começaram a saltar dos pavimentos. Os protestos continuaram a 7 de Maio, e a 8 realizou-se um comício da UNEF (Union Nationale des Étudiantes Français), em que participou a CGT, que decorreu com massiva presença de estudantes e sem incidentes. A 9 de Maio, novos desfiles e à luta dos universitários juntaram-se os estudantes do ensino secundário, organizando várias manifestações em que núcleos da Juventude Comunista tiveram papel activo.

A 10 de Maio, a manifestação convocada pela UNEF foi impressionante, e decorreu sem incidentes assinaláveis. Mas à noite, perante aparatoso aparelho policial, 4 a 5 mil estudantes (apenas uma parte dos participantes na manifestação) levantaram barricadas. A reacção policial foi brutal, com muitos feridos e prisões.

Parecia haver intenção de levar os estudantes à exasperação, forçando o confronto violento (2). Terá sido «hábil» esconder o radicalismo e a provocação para concentrar a motivação da luta na agressão contra as liberdades académicas, na violência contra as manifestações, o que permitiu a movimentos e seus protagonistas tomarem a cabeça da contestação. Assim apareceram os esquerdistas com a direcção da luta na Universidade. E pode perguntar-se se o poder não teria estimulado o emprego de métodos que lhe traziam vantagens.

Ao mesmo tempo que havia quem empurrasse o movimento para formas violentas de luta, procurava-se dar-lhe uma orientação política. Antes das barricadas já o PSU sustentava que «para aqueles que têm por missão forjar o destino do país… o regime já pertence ao passado» e um dos seus dirigentes acusava o PCF de tudo ter feito para isolar os estudantes na sua revolta e só apresentar «reivindicações quantitativas necessárias mas insuficientes».





A manifestação de 13 de Maio



No comício de 8 de Maio, a UNEF pedira às centrais sindicais que se solidarizassem com os estudantes e promovessem uma manifestação «para defesa dos direitos de expressão sindical e política e contra a repressão policial». Seguiram-se vários encontros, e no dia 10 foi decidido entre as centrais sindicais e estruturas representativas dos estudantes convocar manifestações para 14 de Maio, em toda a França.

Entretanto, tudo se terá acelerado e a CGT propôs uma greve geral de 24 horas e manifestações para 13 de Maio, a CFDT deu o seu acordo, e as organizações estudantis juntaram-se, ou expressamente ou porque se consideravam em greve ilimitada.

O PCF afirmara, em várias ocasiões – como em comício a 10 de Maio e aderindo à greve e às manifestações –, o seu apoio a um movimento cada vez mais largo, cujas implicações políticas eram perceptíveis mas de que não se podia ainda medir a extensão.

A 13 de Maio, centenas de milhar de manifestantes desfilaram da Republique ao Quartier Latin. De manhã, dezenas de milhar de trabalhadores concentraram-se nos subúrbios, convergindo para Paris com uma sigla comum «Dix ans ça suffit!»(3).

O entusiasmo e a combatividade dos manifestantes, a satisfação por serem tão numerosos, a alegria da unidade, deram uma dimensão excepcional à manifestação, e um sentido novo. Não foi apenas um desfile que mobilizara centenas de milhar de manifestantes, foi também o culminar de uma série de desfiles que tinham sido organizados ao longo dos últimos anos, pela paz na Argélia, contra organizações fascistas, pelo aumento dos salários, na defesa dos direitos sociais. Durante horas, o fluir de operários e estudantes, ombro-a-ombro, foi, em si próprio, a expressão mais saliente do movimento que tomava corpo. Foi o signo sinal de um movimento social, que opunha ao gaullismo uma força só comparável a 1936. Talvez o possível salto qualitativo na luta pela democracia e pelo socialismo.





O «Maio dos proletários»




Aos estudantes, a classe operária trouxe o apoio da sua força. Pela greve, traduziu a vontade de quebrar a ofensiva contra as liberdades; pelas manifestações, colocou-se na primeira linha do protesto. E levantava claramente a questão do poder: poder autoritário ou democracia avançada.

Num documento de 22 de Maio, o PCF reafirmou posições e fez balanço: «A Universidade está doente de gaullismo. A Universidade francesa está esgotada nas suas estruturas, nos seus conteúdos, nos seus métodos. Universidade de classe, não admite mais de 10% dos filhos de operários e constitui uma imagem invertida da sociedade. O quadro conservador em que ela se fecha, mutilando a ciência, a cultura, a técnica, tornou-se insuportável para estudantes e professores. Para esconder a realidade e difundir mais facilmente ideologias reaccionárias, a grande burguesia esforçou-se por isolar a Universidade da vida política e social (…)».

Maio de 68 foi uma oportunidade de quebrar o círculo em que estava encerrada a Universidade. Em França. Mas não só. Se o grande capital «era incapaz de responder às necessidade dos homens e interesses da nação» não o era apenas em França, nem só em 1968. A partir de Maio de 68, ter-se-á tornado mais claro (4).

Como em 11 de Maio afirmara o PCF «os interesses essenciais dos estudantes e do conjunto dos trabalhadores manuais e intelectuais convergem na realização de uma tal Universidade que tornará possível o advento de uma democracia nova abrindo o caminho para o socialismo» (5).





A «moda da revolução»



Em Maio/Junho de 68 a «aurora da revolução» pairava sobre a França, a «esperança absoluta» incendiava corações como incendiava automóveis, o discurso empolgado derrubava um regime que já diziam por terra. Porque – afirmavam – os operários estavam amorfos, os comunistas incapazes e os sindicados «integrados», o Odeon era o lugar de todas as mutações sociais. Ali, onde nascia a nova vanguarda, a única capaz de escapar à esclerose, a única cujas ideias e métodos mereciam respeito.

Se Engels escrevera que «o mito parisiense faz debitar até à exaustão a palavra revolução», teria de se arrepender. Em Maio, o mito era rei. Ao que parecia, a questão deixara de ser «se a revolução pderia ir até ao fim e se a maioria a desejava, mas quando e sob que forma se realizaria» (6)(7). Durante duas ou três semanas, a revolução esteve na moda.

Mas a «nova revolução» tinha, claro, estranhos «compagnons de route». O chantre do «modelo americano» Servan-Schreiber saudava-a como «o despertar da França», Lecanuet e Duhamel, que votavam favoravelmente todos os planos e orçamentos, denunciavam com vigor as taras da universidade e interrogavam-se sobre «que grandes desígnios oferece a nossa sociedade à sua juventude?». Giscard d’Estaing insistia, em todas as oportunidades, no «mai(...)s». Tudo e todos com quem o capitalismo conta para a sua defesa, rivalizavam na «compreensão» das agitações. Por outras paragens, as cumplicidades eram idênticas.





«Revolução» e anticomunismo




Para os operários em greve, o acolhimento era menos caloroso – ou mais quente… Onde explodisse uma cólera há muito contida, não agitação mas protesto, as balas da polícia logo se soltavam, sem «compreensões» ou hesitações; as glosas sobre «revolução traída», «PCF esclerosado ou incapaz», «estudantes abandonados pela CGT»: eram tantas que o tema se tornou monótono. Pompidou acusava os comunistas de terem preparado um golpe de força e Rocard ripostava ter o PCF negligenciado a tomada de um poder pretensamente de rastos, vazio. Os ataques convergiam sobre o PCF, e todos tinham por finalidade enfraquecê-lo, dividi-lo, destruí-lo se possível, acabar, enfim, com um partido que a classe operária francesa há meio século vinha construindo.

Para dividir o movimento operário e levá-lo à derrota, para levantar obstáculos à marcha para o socialismo por vias novas e francesas, para retardar a chegada de uma democracia avançada, a grande burguesia empregou-se a fundo. Um traço novo destes ataques (também de defesa), foi a critica de «esquerda», a tentativa de criar um partido rival do PCF, que o viesse acusar, não de ser revolucionário mas de ser morno, reformista, moderado, frouxo. Enquanto, por dentro, o procuravam descaracterizar, que esquecesse a sua base teórica, abandonasse as suas formas de organização, aceitasse que a história não é a luta de classes.

O anticomunismo não teria, até então, ido tão longe. Em Maio de 68 passou à acção política e teve numa parte da juventude, sobretudo na universidade, uma base, senão durável pelo menos como campo de manobra. (8)

Reconhecê-lo e denunciá-lo não é subestimar o contributo, a coragem, a determinação dos estudantes, a mudança real que trouxe à luta a entrada em cena de uma grande parte da juventude universitária, de parcela importante de intelectuais.

Se o Maio dos proletários só poderia ter por ambição contribuir para a aliança dos operários e dos intelectuais, toda a luta (da outra classe) era para a impedir.





Resultados políticos no curto prazo



Menos de dois meses mais tarde, e depois da greve ter mobilizado quase 10 milhões de assalariados, o gaullismo ganhou as eleições gerais. O partido governamental não só manteve a sua influência como ganhou 5 p.p. A consequência eleitoral do maior movimento popular que a França conhecera desde a Libertação, constituía uma derrota para a esquerda. O PCF desceu mais de 2 p.p., perdendo cerca de 600 mil votos.

Fracasso sério, que deu à maioria de direita os meios e o respaldo para aperfeiçoar o seu aparelho de dominação. Deste fracasso foi acusado, claro, o proletariado e as suas organizações, a CGT e o PCF. Não teriam «nem reconhecido nem compreendido» um movimento que «não estava no programa». Não teriam percebido o valor novo, transformador, revolucionário, das ideias, das formas de luta postas em acção pelos animadores do movimento dos estudantes. O poder estava vago, e não queriam sabido, ou não teriam querido, tomá-lo. Em resumo, as lições choveram de todos os lados. Decretou-se a derrota do comunismo e o espírito revolucionário passou a morar ora em Roccard ora em gaullistas «de esquerda». E podia ler-se que «a classe operária não seja já revolucionária, isso parece quase evidente». Porque se queria que fosse evidente. A nova utopia tinha, a esses olhos, uma vantagem inestimável: os seus protagonistas combatiam o PCF. A partir daí, era «compreendida».

No entanto, quem seguiu de perto Maio de 68 viu a classe operária no centro da luta. Onde continua.





Maio de 68 em Portugal, mero apontamento de ilustração



Em Portugal, o Maio de 68 também chegou. Embora, durante o fascismo, nada cá chegasse facilmente. Mas Maio de 68 chegou. Para o bem e para o mal.

Seguiu-se com interesse a evolução dos acontecimentos num País em que, para mais, tantos portugueses viviam. Com efeitos semelhantes, «à portuguesa». Com a esperança em caminhos mais abertos para o socialismo, com as utopias a criarem, em «outros», ilusões (e aproveitamentos) para outros «novos» caminhos.

Em Agosto de 1968, além da cadeira que se partiu e fez o ditador ir ao chão (mas não o fascismo), anoto uma visita a Paris para «ir ver» como tinha sido e como era. Em Maio de 1969, na Prelo, onde colaborava com assiduidade, resolvi publicar um livro com uma colectânea de textos do período de Maio a Maio 1968/69 (9) , procurando entrar numa «roda» em que não faltavam as «leituras de esquerda» (10), cheias de entusiasmo pelas «novas ideias», e de ataque ao consumismo… e ao comunismo.

Os textos do livro tratavam temas como gestão, autogestão, cogestão, participação, relevando a importância determinante das relações de produção. Neste apontamento, apenas acrescento que uma recensão do livro, para o Diário de Lisboa, que transcrevia parte do prefácio, foi todo cortado pela censura.





Maio?... «oui, mai(s)»!



Não se conclua que se menospreza, ou apenas se avalia Maio de 68 pela negativa. Para os que então eram jovens ou ainda jovens eram, juntamente com outros reflexos Maio de 68 motivou mudanças nas nossas vidas porque os costumes sofreram abanões de que a «moral oficial» nunca mais recuperaria. Lembrar como se viviam os quotidianos, como se relacionavam mulher e homem, é também reconhecer a importância do(s) Maio(s) de 68.

Por isso… Durante anos, uma pequena nota na primeira página do L’Humanité, assinada por André Wursmer com o título genérico de Oui… mais (11) , fazia-me sonhar (lutando) um Portugal em que o Avante! legal pudesse trazer trechos idênticos. Parecia que tudo se tornaria fácil. Lembrando essas notas, termino – com a satisfação do que se lê no «nosso» Avante!, e com a certeza de que nada é fácil – com um Mai 68? Oui… mais! (12)



Notas



(1) Para este artigo, vou servir-me, com frequência, do bem documento livro de Laurent Salini, Mai des prolétaires, editions sociales, notre temps, Novembro de 1968, de que fiz uma re-leitura, e de que aproveito alguns trechos em tradução livre, adaptada e com diferente «montagem» (SR).

(2) Segundo Salini, «se o poder tem a principal responsabilidade neste afrontamento, outros desejavam-no (...) Nem o “movimento do 22 de Março”, representado por Daniel Cohen-Bendit, nem os outros grupos já existentes ou formados “à balda” estavam, à partida, voltados para a massa estudantil. Nenhum era capaz de a mobilizar e de a conduzir. Mais: o desfasamento era grande, por exemplo, entre a táctica de “provocação” empregue pelo “movimento do 22 de Março”, e o estado geral dos estudantes.» (pág. 15 de Mai des prolétaires).

(3) «Dez anos….basta!!»

(4) Hoje, também o é, embora de outra maneira. Com Bolonha, com a desvalorização das licenciaturas, e a empresarialização dos mestrados e doutoramentos.

(5) Após citar André Glucksmann (que se salientou pelas suas posições mais que discutíveis durante Maio de 1968, e depois) – «É em relação a uma via revolucionária que os erros da esquerda e da direita aparecem como formas de doutrinalismo, de culto da paráfrase, de ausência de estratégia» –, Salini acrescenta que «(…) longe de transformar as “regras estratégicas em preceitos morais”, lutamos contra os esquerdistas  não porque eles tenham sido “a vanguarda do movimento de Maio”, não porque eles preparam a revolução, mas porque se voltam contra o Partido Comunista e a estratégia que ele propõe, travam a marcha do nosso povo para o socialismo, ajudam a contra-revolução, abrem a via às forças reaccionárias (…)». (pág. 154 de Mai des prolétaires).

(6) Hervé Bourges: La Révolution étudiante (Préface).

(7) Parafraseando Salini: Os sovietes estavam de volta; Cuba reencontrava 1848; a Comuna ressuscitava; as salas de redacção dos jornais, das rádios, das televisões povoavam-se de «Guevaras». As barricadas tornavam-se epopeicas e autarcas até aí calmos e acomodados, bruscamente revoltavam-se contra o capitalismo, empenhando-se em estimular as agitações, se possível violentas; Revisto e corrigido por «iluminados» (ou incendiados ou incendiários), o marxismo tornava-se interessante. O anarquismo adornava-se com as cores da primavera que tão bem «vão» com o negro. Em outras mãos que não as dos proletários, a bandeira vermelha parecia aceitável.

(8) «Mesmo que se esforcem por reduzir a revolução social à violência e aos distúrbios, e a luta de classes à agitação, mesmo que tantos escritos procurem de novo impor a ideia de que o proletariado já cedeu a sua missão de gerar uma sociedade nova; mesmo que, pela primeira vez com esta amplitude, esquerdistas e anarquistas associados tentem fazer prevalecer os seus pontos de vista e fazer esquecer aos trabalhadores a sua história e as suas tarefas actuais; mesmo que a grande burguesia se lance sobre essas alavancas para dividir as forças que lhe disputam a direcção do país; mesmo que democratas não tenham ainda tomado consciência que a autoridade do partido comunista é a condição essencial (mas não a única) de toda a política de progresso real, as lições de Maio são vitais para o movimento operário e democrático.» (pág. 12 de Mai des prolétaires).

(9) De Maio a Maio, Prelo Editora, Junho de 1969, textos de Francette Lazard, Launay, Brière, Kahn, Bommensath

(10) Lembro um livro de Maria Antónia Palla, e interessantes discussões, na Prelo com António Reis, que nos «invadiu» com as «armas» de Marcuse…

(11) Sim… mas

(12) Maio de 68? Sim…mas!