Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Organização, Edição Nº 329 - Mar/Abr 2014

Um PCP mais forte - Sobre a acção de contacto com os membros do Partido

por Revista o Militante

O Comité Central na sua reunião de 15 e 16 de Dezembro de 2013, no quadro da concretização das orientações do XIX Congresso, apontou tarefas indispensáveis ao reforço do Partido e decidiu uma vasta acção de organização, estruturação partidária, elevação da militância, alargamento da assunção de responsabilidades e intensificação da intervenção.

Como elemento da maior importância neste processo de reforço do Partido o Comité Central destacou a concretização da acção de contacto com os membros do Partido para elevação da militância, entrega do novo cartão de membro do Partido e actualização de dados.

Esta acção, que arrancou no início de Março, deverá avançar o mais possível até final de Maio (o contacto com cada membro do Partido, a responsabilização que permite e a dinamização que pode suscitar junto de muitas outras pessoas, faz desta acção de contacto um importante elemento na campanha da CDU nas eleições para o Parlamento Europeu de 25 de Maio). No essencial a acção de contacto deve estar completada este ano.

O objectivo principal deste contacto com os membros do Partido é, na base do apuramento da disponibilidade e possibilidades de cada camarada e das propostas a fazer-lhe, elevar a sua militância, contribuir para uma participação regular, criar melhores condições para uma maior, mais profunda e mais intensa acção política, para um PCP mais forte.

Tal objectivo implica que, em cada organização, antes de se iniciar o contacto com os membros do Partido e além da preparação da entrega do novo cartão de membro do Partido e do preenchimento da ficha de actualização de dados, se avance o mais possível na avaliação das necessidades de reforço do Partido, das responsabilidades e tarefas permanentes ou outras a atribuir, nas questões que importa colocar e resolver com cada membro do Partido que vai ser contactado. Importa também considerar questões como a indicação dos dias em que se realizam reuniões, o fornecimento do contacto para que cada membro do Partido saiba com quem deve contactar, as quotizações e o seu pagamento, a compra e difusão do Avante! e de O Militante, o recrutamento de novos militantes, a mobilização para o esclarecimento e o voto na CDU nas eleições para o Parlamento Europeu, o melhor conhecimento sobre a situação política económica e social e sobre as possibilidades que abra de intervenção.

A preparação exige ainda a definição de objectivos, a definição em cada organização de quem contacta cada camarada, o aproveitamento da estrutura do Partido, a formação de equipas, a programação e calendarização, a acção diária considerando as melhores horas, o bom aproveitamento dos fins-de-semana e a consideração de dias em que sejam canceladas as reuniões e outras actividades e todos os quadros se concentrem no contacto com os membros do Partido.

Cada organização deve fazer o controlo do andamento da campanha, nomeadamente das situações já resolvidas com a centralização e envio das respectivas fichas actualizadas para o Gabinete Central de Organização e a anotação das situações que ainda falta resolver. Independentemente do balanço mensal deve haver um controlo semanal ou quinzenal com a respectiva discussão nos organismos. Deve igualmente merecer atenção em cima da hora o conjunto de matérias que resultam dos contactos (concretização da atribuição de tarefas face a disponibilidades manifestadas, pagamento de quotizações, forma do seu pagamento regular em particular a transferência bancária, imprensa do Partido e a sua forma de distribuição e pagamento, assinaturas e sua efectivação, pagamento e encomendas da Fotobiografia de Álvaro Cunhal, aspectos colocados pelos militantes, elementos sobre a situação económica, social e política a traduzir na acção do Partido, etc.).

Particular atenção deve ser dada à recolha da informação sobre o sector, empresa, local de trabalho, secção e profissão (mesmo nas situações em que são vínculos poucos estáveis) e à sua canalização para os sectores e camaradas que são responsáveis pelo respectivo sector de trabalho visando a transferência e integração nas organizações de empresas e local de trabalho. Esta informação deve ser alargada a situações que surjam nos contactos de trabalhadores não membros do Partido que estejam disponíveis para cooperar com o trabalho do Partido no seu sector, empresa ou local de trabalho, seja nos sectores privados, seja nos vários subsectores do Estado.

Atenção deve igualmente ser dada aos casos de camaradas que estão na emigração, apurando quando é que vêm a Portugal para ser estabelecido o contacto e actualizados os dados e registando o seu contacto no país onde estão emigrados (cidade, localidade, morada, código postal, telefone, telemóvel, endereço electrónico) e enviar essa informação para a Direcção da Organização da Emigração.

A acção de contacto com os membros do Partido integra-se e constitui um instrumento da maior importância para levar à prática acção de reforço do Partido decidida na última reunião do Comité Central concretizando os necessários avanços nas cinco direcções principais apontadas.

No trabalho para aumentar a capacidade de direcção, elevar a militância, alargar a responsabilização de quadros, a primeira direcção apontada.

Na iniciativa para promover o recrutamento designadamente concretizando a campanha de adesão ao Partido «Os Valores de Abril no futuro de Portugal» de dois mil novos militantes até Abril de 2015.

No trabalho para dar mais força à luta de massas e à intervenção política, estruturar a organização e melhorar o seu funcionamento o que implica medidas em sete áreas: dar prioridade ao reforço da organização e intervenção do Partido junto da classe operária e dos trabalhadores, nas empresas e locais de trabalho; dinamizar as organizações locais e a sua estruturação, iniciativa própria e ligação às massas; promover a organização dos militantes reformados e pensionistas e uma estruturação que contribua para a dinamização do movimento unitário dos reformados, pensionistas e idosos, da sua organização e luta; reforçar a acção e organização na área da cultura e junto dos intelectuais e quadros técnicos, nas suas diversas expressões; aprofundar o trabalho junto da juventude e o reforço da JCP; intensificar a acção e adoptar medidas de organização e quadros junto dos micro, pequenos e médios empresários e junto dos pequenos e médios agricultores dando novos passos na ampliação dos seus movimentos e nas suas lutas; desenvolver a estruturação do trabalho junto de outras camadas, sectores sociais e áreas de intervenção específicas, nomeadamente no trabalho político unitário.

Nas medidas para reforçar os meios de acção e intervenção do Partido, quanto à imprensa partidária, à informação e à propaganda.

E na acção para defender e reforçar a independência financeira do Partido, a quinta direcção de trabalho apontada.

Neste ano em que se assinala o 40.º aniversário do 25 de Abril, se realizam as eleições para o Parlamento Europeu e se impulsiona o desenvolvimento da luta de massas, o colectivo partidário é chamado a cumprir o seu papel de vanguarda, a contribuir para um PCP mais forte, ao serviço dos trabalhadores, do povo e da pátria, firme nos seus deveres internacionalistas, na luta por uma alternativa patriótica e de esquerda, por uma democracia avançada e o socialismo, projectando, consolidando e desenvolvendo os valores de Abril no futuro de Portugal.