Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Organização, Edição Nº 336 - Mai/Jun 2015

Recrutamento, estruturação, militância: um PCP mais forte

por Revista o Militante

1. Os primeiros meses deste ano foram caracterizados por uma intensa intervenção do Partido, em que mais uma vez se colocou a importância da articulação da acção política e da luta de massas com as tarefas de reforço do Partido.

Olhando para a frente, a necessidade do reforço do Partido tem de ser considerada face ao quadro da situação nacional e internacional num horizonte de futuro, além das tarefas imediatas e, ao mesmo tempo, no quadro da resposta às tarefas políticas deste ano. Nos próximos meses colocam-se grandes exigências, designadamente quanto ao desenvolvimento da luta de massas, ao reforço das organizações unitárias de massas, ao trabalho político unitário, ao trabalho intenso de contacto com os trabalhadores e a população, à Marcha Nacional «A força do povo», todos à rua por um Portugal com futuro, de 6 de Junho, à Festa do Avante! e às eleições para a Assembleia da República, com a grande campanha política de massas que lhe está associada.

2. Os objectivos do reforço orgânico apontados para 2015 implicam o reforço do trabalho de direcção, com a consideração das necessidades de responsabilização de quadros, as decisões correspondentes e a sua concretização, no quadro mais geral duma rigorosa programação do trabalho.

No âmbito da concretização das direcções de trabalho da Resolução «Mais organização, mais intervenção, maior influência – um PCP mais forte», assumiu particular prioridade a acção de contacto com os membros do Partido e a campanha de recrutamento pelo seu impacto em todo o trabalho de reforço do Partido.

Associam-se a estas tarefas a prioridade do reforço da organização e intervenção do Partido junto da classe operária e dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho, a estruturação para a intervenção e a acção de massas junto de várias camadas, a avaliação do trabalho de informação e propaganda e da difusão da imprensa do Partido e o trabalho de fundos, em particular a Campanha Nacional de Fundos «Mais espaço, mais Festa, futuro com Abril».

3. A acção de contacto com os membros do Partido para elevação da militância, entrega do novo cartão e actualização de dados está muito avançada na generalidade das organizações.

Nesta situação duas questões essenciais se colocam: adoptar novas medidas para finalizar rapidamente a acção de contactos onde ainda não está completada e aproveitar e dar seguimento às disponibilidades manifestadas e a todas as potencialidades que se revelaram. Uma outra questão que precisa ser equacionada é o esclarecimento futuro da situação de muitos milhares de inscritos no Partido, que não foi feita no âmbito da acção iniciada em 2003 e que concretizada pode permitir a integração de muitos deles na organização do Partido.

Quanto à finalização da acção de contacto em curso, é necessário fazer o balanço nominal dos membros do Partido cujo contacto não está efectivado e proceder a uma nova avaliação das medidas tomadas, dos ritmos de concretização e das situações que implicam medidas particulares. Em função do apuramento, é necessário aprofundar a discussão para o envolvimento dos quadros, prolongar o trabalho das equipas existentes e dos quadros que estão a tempo inteiro e considerar novas medidas, designadamente de quadros dedicados em exclusividade a este trabalho.

Garantir nesta fase final o tratamento com rigor de todas as matérias que devem ser vistas com cada camarada é outro aspecto importante. Não se devem precipitar saídas, quando restam situações mais difíceis, designadamente casos de emigração, de membros do Partido hesitantes, ou quando não se conseguiu ainda o contacto, mas não foram esgotadas as possibilidades, é adequado referenciar esses casos pendentes, ao mesmo tempo que devem prosseguir os esforços para resolver as situações. Atenção particular deve merecer a situação de membros do Partido com menos de 55 anos pela sua possível integração nas organizações a partir das empresas e locais de trabalho.

Por outro lado, estando feito o contacto com dezenas de milhares de membros do Partido, que permitiu já um reforço da militância, há muitas disponibilidades manifestadas que não estão ainda aproveitadas. Impõe-se por isso fazer um trabalho exaustivo de apuramento das disponibilidades referenciadas pelos militantes para as mais diversas tarefas, nomeadamente para responsabilidade de organizações, para cobrança de quotas, para distribuição e venda do Avante! e assegurar o seu aproveitamento. Deve ser feita a listagem nominal dos camaradas que assinalaram querer passar a comprar o Avante! e O Militante e concretizar com cada um a resposta a essa disponibilidade.

Uma das tarefas que resulta da acção de contacto é a necessidade de alargar a estrutura de recebimento de quotas de modo a que abranja todos os membros do Partido. No mínimo garantir um camarada responsável pelo recebimento de quotas para cada 20 membros do Partido. No entanto, em muitas situações, é necessário que o número de membros do Partido a atribuir a cada camarada responsável pelo recebimento de quotas deva ser menor para garantir o seu regular e atempado recebimento.

4. Entre as medidas de reforço do Partido decididas destaca-se a campanha de recrutamento «Os valores de Abril no futuro de Portugal», de 2000 novos militantes. Chegados ao final da campanha, no passado mês de Abril, assinala-se um importante êxito, o objectivo foi atingido, numa grande afirmação do Partido e do seu reforço.

Salientando o significado político do êxito obtido, importa que a adesão de mais de 2000 novos militantes num curto espaço de tempo se traduza num reforço de estruturação, militância e ligação às massas. Assim é necessário fazer o balanço da integração dos militantes recrutados na campanha e tomar as medidas necessárias para que cada um tenha o seu organismo e a sua tarefa. A sua integração cria condições para a constituição de novos organismos. Muitos dos novos membros do Partido são trabalhadores por conta de outrem e devem ter uma inserção nas organizações de empresas e local de trabalho reforçando as existentes e criando novos organismos.

Por outro lado, aos novos membros do Partido deve ser dada a oportunidade de participação em cursos de formação política e ideológica que permitam o aprofundamento dos seus conhecimentos.

Tendo tido êxito a campanha de recrutamento impõe-se prosseguir e intensificar o trabalho de adesão de novos membros do Partido. A experiência da campanha deve ser reflectida e contribuir, independentemente de novas campanhas, para elevar o trabalho permanente de recrutamento a desenvolver, em que, entre outros aspectos, é necessário valorizar o apelo político à adesão ao Partido nas várias iniciativas, promover a elaboração de listagens de contactos a fazer e assegurar a discussão regular nos organismos. Sendo o âmbito do recrutamento muito vasto, deve ser dada particular atenção ao recrutamento de operários e outros trabalhadores, de jovens e mulheres que se destacam.

5. A finalização da acção de contactos e o êxito da campanha de recrutamento criam uma situação favorável a importantes avanços no reforço do Partido. Reforço a concretizar no quadro das orientações do XIX Congresso, das direcções de trabalho definidas, para mais organização, mais intervenção, maior influência, para um PCP mais forte, ao serviço dos trabalhadores do povo e do País, na luta pela ruptura com a política de direita, por uma alternativa patriótica e de esquerda, pela democracia avançada, tendo o socialismo no horizonte.