Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Internacional, Edição Nº 345 - Nov/Dez 2016

RFA: da reabilitação dos nazis à proibição dos comunistas

por Jorge Cadima

Há 60 anos, a 17 de Agosto de 1956, o Tribunal Constitucional Federal da então República Federal da Alemanha (RFA) proibia o Partido Comunista da Alemanha, KPD. A perseguição aos comunistas alemães coincidia com a reabilitação e ascensão a altos cargos de antigos nazis, sob a direcção activa das forças de ocupação anglo-americanas.

As perseguições aos comunistas alemães

Apenas 11 anos após o fim da II Guerra Mundial e a derrota do nazi-fascismo, o Estado alemão surgido em Maio de 1949 na parte ocidental da Alemanha sob ocupação das tropas das potências imperialistas, EUA, Grã-Bretanha e França, (a Leste, a RDA socialista apenas seria criada cinco meses mais tarde, na sequência da partição imposta pelas potências imperialistas), decretava a ilegalização do Partido Comunista da Alemanha, o primeiro partido político contra o qual Hitler se lançou após a sua ascensão ao poder em 1933, o Partido que viu o nazismo prender metade dos seus 300 mil membros e assassinar 30 mil 1. Entre eles, o Secretário-geral do KPD e figura histórica do movimento comunista alemão, Ernst Thäelmann, preso em Março de 1933 e que ao fim de 11 anos em cela de isolamento foi fuzilado por ordem expressa de Hitler no campo de concentração nazi de Buchenwald, a 18 de Agosto de 1944. Como refere o documento com que o actual Partido Comunista Alemão (DKP) assinala a efeméride 2, com a ilegalização «o Partido foi dissolvido, os seus eleitos viram os seus mandatos revogados, milhares de militantes foram levados à barra dos tribunais. Apenas entre os anos de 1950 e 1968, cerca de 200 000 processos foram encetados contra membros, reais ou presumíveis, do KPD, de que resultaram 10 000 julgamentos ao todo, que conduziram a penas de prisão, à perda de empregos, à privação de direitos cívicos e a outros actos discriminatórios». O Tribunal Constitucional da RFA decretou ainda «a confiscação dos bens [...] e a interdição da constituição de um Partido sucessor» 3. Pela terceira vez em menos de 40 anos (após 1919 e 1933), a classe dominante alemã procurava destruir pela repressão o Partido dos comunistas alemães.

As perseguições aos comunistas alemães após a II Guerra Mundial não começaram, nem terminaram, com a interdição do KPD em 1956. No rescaldo da II Guerra Mundial, as forças de ocupação norte-americanas e inglesas começaram o processo de recuperação activa de ex-nazis para a ofensiva de âmbito mundial com que visavam travar e fazer reverter os avanços impetuosos alcançados pelos trabalhadores e povos após a derrota do nazi-fascismo, na qual desempenharam papel determinante a URSS e os comunistas de numerosos países.

O jornal inglês Guardian, num artigo com o título «As fotografias do pós-guerra que as autoridades britânicas procuraram esconder» (3.4.06) refere as «provas do programa clandestino de tortura britânico na Alemanha do pós-guerra [que] permaneceu soterrado nos arquivos governamentais [durante 60 anos]. Fotografias terríveis de jovens que sobreviveram à fome sistemática, e que foram espancados, privados de sono e expostos a frio extremo foram consideradas demasiado chocantes para serem divulgadas. Como afirmou um Ministro da época, o mínimo possível de pessoas deveria vir a saber que as autoridades britânicas tinham tratado prisioneiros 'duma maneira que faz lembrar os campos de concentração alemães'. […] As fotografias mostram alegados comunistas que foram torturados numa tentativa de colher informações sobre as intenções e os métodos de espionagem soviéticos […]. Pelo menos dois alegados comunistas foram mortos à fome, pelo menos um foi espancado até à morte, e outros sofreram doenças ou ferimentos graves, tendo muitos perdido dedos dos pés como resultado de geladuras». O Guardian refere ainda que «a partir dos finais de 1946, o CSDIC [Centro de Interrogatórios britânico – N.T.] parece ter perdido interesse nos nazis e estava a focar-se nos comunistas».

Em 1951 o governo da RFA de Konrad Adenaur proibiu a organização progressista da juventude FDJ, numa altura em que já «agentes da CIC 4 e da CIA […] começavam a treinar para a guerra de guerrilhas pelo menos 100 membros da Liga dos Jovens Alemães (BDJ) de extrema-direita […] a maioria dos quais eram veteranos das Waffen SS e da Wehrmacht» 5.

As perseguições atingiam também o movimento da paz. Em 2 de Agosto de 1954, os promotores dum referendo contra a remilitarização da RFA foram condenados a três anos de prisão por 'atentado à ordem constitucional', apesar da campanha pelo referendo contar com 9 milhões de assinaturas 6.

Mesmo quando em 1968, num quadro mundial marcado por um novo ascenso das lutas dos povos, pôde ser estabelecido na RFA um Partido sucessor do KPD, o actual Partido Comunista Alemão (DKP), logo em 1972 o governo social-democrata de Willy Brandt aprovou a lei de interdições profissionais (Berufsverbot), que proibia a alegados 'radicais' serem funcionários públicos. Nas décadas sucessivas, milhares de comunistas e outros democratas alemães viriam a ser perseguidos e a perder os seus empregos ao abrigo dessa lei.

A reabilitação de nazis

A natureza profundamente anti-democrática e anti-comunista da RFA espelhou a inqualificável recuperação de milhares de antigos nazis, ou colaboracionistas com o nazismo, para as fileiras da máquina de guerra do imperialismo 'democrático' chefiado pelos EUA. Essa política, que nos anos logo após a guerra era ainda mais ou menos encoberta, acabou por assumir proporções enormes, abordadas em pormenor em livros de jornalistas norte-americanos (muito distantes de terem quaisquer simpatias comunistas) como Cristopher Simpson e Annie Jacobsen 7. Simpson afirma que «já no inverno de 1950-51, as mais altas esferas no governo dos EUA tinham decidido abandonar o compromisso assumido durante a guerra de levar perante a justiça os criminososo nazis» 8. Em 1951, o Alto-Comissário dos EUA para a Alemanha ocupada (e banqueiro, ex-Presidente do Banco Mundial e do Chase Manhattan Bank), John McCloy, decretava clemência para dez de entre quinze criminosos de guerra Nazi que haviam sido condenados à morte pelos seus crimes, entre os quais «o assassinato de pelo menos 2 milhões de pessoas, lucrar com o trabalho escravo, massacrar prisioneiros de guerra americanos, e milhares de outros actos específicos de terror» 9. Seguidamente, «reduziu as sentenças de encarceramento de 70 outros grandes criminosos de guerra nazis, a maioria dos quais foi libertada nos meses seguintes à sentença de McCloy. Os beneficiários desta decisão incluiam, por exemplo, todos os médicos de campos de concentração que haviam sido condenados, todos os mais altos magistrados que tinham gerido os 'tribunais especiais' nazis e outras partes do aparelho de repressão», além de numerosos condenados por pertença a Einsatzgruppen (esquadrões móveis de execução, responsáveis por massacres em larga escala), e «todos os criminosos condenados no caso do trabalho escravo do grande conglomerado Krupp, que foram igualmente libertados de imediato». O processo posto em marcha por McCloy «viria a libertar, nos cinco anos seguintes, centenas de outros criminosos nazis condenados».

O 'pai' do programa espacial dos EUA, Wernher von Braun, foi um nazi (membro honorário das SS durante cerca de uma década 10), que chefiou, nos EUA, um grupo de 115 cientistas nazis especialistas em foguetões, e que propôs, pela primeira vez, a colocação de armas nucleares em mísseis 11. Os mais de 1600 cientistas nazis recrutados pelos EUA no âmbito da Operation Paperclip incluiam alguns dos principais responsáveis pelos programas de armas biológicas e químicas do Terceiro Reich, programas que viriam a ter «descendentes monstruosos» nos programas militares dos EUA, referidos em pormenor no livro de Annie Jacobsen, e que estão directamente associados ao desenvolvimento (e ensaios sobre cidadãos de muitos países, como se tem vindo a revelar em anos recentes) de armas químicas (como o Agente Laranja, o gás nervino VX ou bombas de fragmentação com gás sarin), bacteriológicas (como o uso armamentista da peste bubónica) ou drogas psicadélicas (como o LSD) 12.

Mas não foi apenas no campo científico que se verificou o recrutamento de criminosos de guerra nazis para as fileiras do imperialismo e da RFA. O famigerado Klaus Barbie, chefe da Gestapo (polícia política do regime nazi) em Lyon durante a ocupação da França, pessoalmente responsável pela tortura e assassinato do herói da resistência francesa Jean Moulin, foi recrutado após a guerra pelos serviços de contra-espionagem militar dos EUA, CIC, tendo os seus agentes conduzido, ao serviço dos EUA, operações de infiltração e roubo de ficheiros dos militantes do KPD 13.

A reabilitação de nazis marcou as estruturas do poder na RFA sob ocupação norte-americana. Um dos maiores estrategas da 'Guerra Fria' e arautos do anti-comunismo made in USA, George Kennan, «considerava indesejável um saneamento em profundidade dos nazis, e mesmo dos criminosos de guerra, dos governos da Alemanha pós-guerra» 14.

A RFA foi incorporada na NATO no décimo aniversário do fim da II Guerra Mundial (9 de Maio de 1955). No mesmo ano foram recriadas as forças armadas alemãs, com a designação de Bundeswehr. O seu primeiro Chefe de Estado Maior foi Hans Spiedel, ex-Chefe de Estado Maior do Marechal Rommel. Spiedel viria a tornar-se também chefe das tropas terrestres da NATO na Europa Central entre 1957 e 1963 15. Conselheiro no Ministério da Defesa da RFA era o ex-Marechal de Campo Erich von Manstein, que deu pessoalmente ordens para, durante a invasão da URSS, «exterminar o sistema Judaico-Bolchevique […] Em cidades hostis, uma grande parte da população terá de morrer à fome» 16. Em 1956 foram criados os novos serviços secretos da RFA, o BND. Para seu primeiro chefe foi escolhido Reinhard Gehlen, o chefe dos serviços secretos militares de Hitler para a frente Leste. No final da guerra, Gehlen entregou-se aos EUA, com a sua rede de espiões nazis na União Soviética e outros países de Leste. Cristopher Simpson escreve que «na realidade, Gehlen obteve muita da sua informação pelo seu papel numa das mais terríveis atrocidades da guerra: a tortura, interrogatórios e morte pela fome de cerca de 4 milhões de presos de guerra soviéticos» 17. Gehlen foi rapidamente posto ao serviço dos planos de subversão imperialista. Na primeira década do pós-guerra, os EUA investiram «200 milhões de dólares e recrutaram 4000 pessoas a tempo inteiro para voltar a pôr de pé a organização de Gehlen» 18. Na prática, isto reflectiu-se no financiamento e armamento dos bandos de colaboradores nazis russos (Exército Vlasov) e ucranianos (OUN/UPA – idolatrados pelos actuais governantes ucranianos, que ascenderam ao poder com o golpe dos EUA-UE de 2014). Como comenta ironicamente Annie Jacobsen 19: «Em 1956 a CIA entregou o controlo a Organização Gehlen ao governo da Alemanha Ocidental, que lhe mudou o nome para BND (Bundesnachrichtendienst). O ex-General nazi e os seus homens eram agora os espiões do governo Adenauer». O mesmo governo que, nesse mesmo ano, ilegalizou o Partido Comunista da Alemanha.

As bases de classe da reciclagem do nazismo

Pode surpreender que um país (os EUA) que perdeu 400 mil soldados na II Guerra Mundial (dos quais cerca de metade no teatro europeu) possa, num tão curto espaço de tempo, ter-se tornado numa máquina de reciclagem e promoção activa de criminosos de guerra nazis. Este facto torna-se compreensível se tivermos em conta as profundas ligações que, antes, durante e depois da II Guerra Mundial, uniram o grande capital dos EUA com os seus irmãos de classe da Alemanha, que apadrinharam a ascensão de Hitler ao poder. Após a morte do Presidente Roosevelt, esses sectores hegemonizaram o poder nos EUA.

Entre muitos outros, dois interessantes livros debruçam-se sobre essas ligações: Big Business avec Hitler, do historiador belga Jacques Pauwels e Trading with the Enemy, do jornalista inglês Charles Higham 20. Como sintetiza Higham: «os magnatas estavam ligados por uma ideologia: a ideologia dos Negócios da Praxe. Unidos por ideias reaccionárias iguais, procuraram um futuro comum na dominação fascista, independentemente de qual o dirigente mundial que pudesse levar adiante essa ambição. […] Quando se tornou claro que a Alemanha ia perder a guerra, esses homens de negócios tornaram-se claramente mais 'leais'. Depois, com o fim da guerra, os sobreviventes precipitaram-se para a Alemanha, protegeram os seus bens, restauraram os seus amigos nazis em altos cargos, ajudaram a provocar a Guerra Fria, e garantiram um futuro permanente para a Irmandade» 21.

Boa parte das classes capitalistas apoiou activamente a ascensão do fascismo nos anos trinta (os anos da outra grande crise do capitalismo), e não apenas nos países onde ele foi vitorioso. Nos EUA, os principais capitalistas de empresas como a Ford, o banco Chase Manhattan (da família Rockefeller), a Standard Oil de New Jersey, General Motors, a ITT, magnatas da imprensa comoWilliam Randolph Hearst, e muitos outros, eram germanófilos. Entre os representantes do grande capital dos EUA directamente ligados aos negócios com nazis encontravam-se 22 Allen Dulles, que no final da guerra viria a chefiar a CIA, o seu irmão John Foster Dulles que foi Ministro dos Negócios Estrangeiros dos EUA nos anos 50, e Prescott Bush, o patriarca da família Bush que deu dois Presidentes aos EUA 23.

O Governador do Banco de Inglaterra, Montagu Norman, era um assumido simpatizante de Hitler que, numa conferência em 1934 em Nova Iorque afirmou: «Hitler e [o Governador do Reichsbank] Schacht representam na Alemanha bastiões da civilização. São os nossos únicos amigos naquele país. Defendem o nosso tipo de ordem social contra o comunismo. Se eles fracassarem, os comunistas chegarão ao poder na Alemanha e, nesse caso, tudo será possível na Europa» 24. Montagu Norman foi pessoalmente responsável pela entrega a Hitler do ouro que o Banco Central checoslovaco havia deixado à guarda do Banco de Inglaterra, nas vésperas da ocupação da Checoslováquia pelas tropas Nazis. Sob a batuta do BIS, o 'Banco dos Bancos Centrais', igual sorte tocou ao ouro da Áustria e da Bélgica após as ocupações nazis em Março de 1938 e Junho de 1940. A Alemanha nazi recebeu a maioria dos dividendos do BIS durante a guerra 25. No final da guerra, o banqueiro de Hitler «Schacht […] foi absolvido em Nuremberga. E Josef Abs, o director do Deutsche Bank que desempenhou um papel muito activo na arianização das empresas judaicas e na pilhagem dos países ocupados, tornou-se a 'eminência parda' de Adenauer para as questões financeiras» 26.

Sendo os grandes monopólios alemães os principais artífices da subida ao poder de Hitler 27, não perderam na RFA – ao contrário do que sucedeu na RDA – o poder quando o nazi-fascismo foi derrotado. Os irmãos de classe das 'democracias ocidentais' asseguraram que os grandes banqueiros (como da Deutsche Bank), as grandes empresas químicas, ou as grandes empresas metalúrgicas recuperassem os seus bens e os seus negócios. A título de exemplo, refira-se o caso de Otto Ambros, que foi director-geral da fábrica da IG Farben em Auschwitz onde «os escravos da [IG] Farben eram 60 mil, dos quais cerca de 30 mil trabalharam até à morte» 28. Julgado e condenado por crimes de guerra em Nuremberga, «em 1964 Ambros era um homem livre há 13 anos. Era um homem de negócios extremamente rico e bem sucedido […] estava nas comissões de gestão de numerosas grandes empresas na Alemanha, incluindo a AEG» e «cinco empresas de propriedade da República Federal da Alemanha». O grande capital alemão, restaurado no pós-guerra, tornou-se com a contra-revolução vitoriosa de 1989 e a reunificação da Alemanha, a força dominante da União Europeia.

São de total actualidade as palavras de Álvaro Cunhal em 1954 29: «Os Estados Unidos são hoje no mundo o que a Alemanha hitleriana era na Europa: o Estado-polícia do capitalismo. A derrota dos planos de dominação mundial e de guerra dos Estados Unidos é no momento presente a tarefa imediata fundamental do proletariado e de todas as forças democráticas».

Notas

(1) Números no documento do Partido Comunista Alemão, DKP (sucessor do KPD), assinalando a efeméride.

(2) Ver a nota anterior.

(3) W. F. Murphy & J. Tanenhaus (1977) Comparative Constitutional Law. Cases and Commentaries. MacMillan Press.

(4) CIC: Corpo de contra-espionagem das Forças Armadas dos EUA.

(5) Blowback: America's recruitment of Nazis & its effects on the Cold War, de Cristopher Simpson, Weidenfeld & Nicolson, 1988, p. 146.

(6) Conclusions de la Commission Internationale de Juristes pour l'examen du Procès de Karlsruhe contre les organisateurs du referendum aur la remilitarisation de l'Allemagne de L'Ouest, Paris, 4.11.54.

(7) Operation Paperclip: the secret intelligence program that brought Nazi scientists to America, de Annie Jacobsen, Little, Brown and Company, 2014. O livro de C. Simpson foi citado em cima.

(8) Blowback, obra citada, p. 192.

(9) Idem, p. 191 e seguintes.

(10) Idem, p. 32.

(11) Operation Paperclip, obra citada, pp. 219-220.

(12) Idem, citações várias.

(13) Blowback, obra citada, p. 188.

(14) Idem, p. 88.

(15) O facto de Spiedel ter participado na tentativa de assassinato de Hitler em Julho de 1944 serviu de biombo, mas não esconde a associação criminosa de Spiedel ao regime nazi até uma fase em que se tornou evidente que a Alemanha caminhava para a derrota.

(16) Blowback, p. 14. Manstein afirmou em tribunal «não se recordar» dessa proclamação. Foi condenado a 18 anos de prisão após a guerra, mas apenas cumpriu três e foi libertado em 1952.

(17) Idem, p. 44.

(18) Idem, p. 52.

(19) Operation Paperclip, p. 376.

(20) Big Business avec Hitler, de Jacques Pauwels, Editions Aden, 2013; e Trading with the Enemy: an exposé of the Nazi-American Money Plot 1933-1949, Robert Hale, London, 1983.

(21) Trading with the Enemy, obra citada, pp. XIV-XV.

(22) Trading with the Enemy, p. 22.

(23) How Bush's grandfather helped Hitler's rise to power, Guardian, 25.9.04.

(24) Big Business avec Hitler, obra citada, p. 162.

(25) Trading with the Enemy, p. 10.

(26) Idem, p. 149.

(27) Veja-se também o livro de Kurt Gossweiler, Hitler: ascensão irresistivel?, Edições «Avante!», Lisboa, 2009.

(27) Operation Paperclip, pp. 415-6.

(29) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, Tomo II, Edições «Avante!», Lisboa, 2008, p. 232.