Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Rúbrica: História

Edição Nº 328 - Jan/Fev 2014

O 18 de Janeiro foi há 80 anos - Homenageemos os seus heróis

por Américo Nunes

A Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934 foi há 80 anos. 1933 havia sido o ano da fascização institucionalizada por uma Constituição plebiscitada, em que as abstenções foram tidas como voto sim, após sete anos de ditadura militar que desde 28 de Maio de 1926 governava Portugal. Nesse ano, Salazar introduziu em Portugal o regime fascista, concebido em Itália por Mussolini, como meio para travar a luta da classe operária, baseado numa concepção anti-parlamentar e anti-partidos, da qual voltam hoje a proliferar adeptos em Portugal e por esse mundo fora, como podemos verificar no nosso dia-a-dia. O fascismo admitia apenas um partido, o seu. No caso português, a União Nacional.

Edição Nº 326 - Set/Out 2013

A «Revolta do Leite» na Madeira (1936)

por Domingos Abrantes

A revolta popular ocorrida na Madeira no verão de 1936, que ficou conhecida como a «Revolta do Leite», apesar do significado político e social que assumiu não tem merecido a valorização que devia, havendo, no entanto, a registar trabalhos meritórios de investigadores, valioso contributo para que a «Revolta do Leite» ocupe o lugar que lhe é devido na história da resistência antifascista.

Edição Nº 311 - Mar/Abr 2011

Há 140 anos – a Comuna de Paris

por Maria da Piedade Morgadinho

Há 140 anos, em 18 de Março de 1871, o povo de Paris em armas deu início à primeira revolução proletária do mundo e instaurou o primeiro governo da classe operária sob a palavra de ordem «Viva a Comuna!».
A guerra entre a França e a Alemanha, cujo desfecho fora a derrota do exército francês nos arredores de Sedan, conduziu, no começo dos anos 70 do século XIX, ao desmoronamento definitivo do regime bonapartista que estrangulara a França durante quase 20 anos e criou as condições para a insurreição.

Edição Nº 311 - Mar/Abr 2011

31 de Janeiro de 1891 - A tentativa de uma revolução

por Pedro Ventura

A partir de 1850, o sistema monárquico-constitucional português entra numa nova fase caracterizada pela luta entre facções liberais, que dariam origem à formação de um bloco social constituído para gerir os negócios públicos segundo uma estratégia desenvolvimentista subalternizada aos interesses económicos da Inglaterra, e que beneficia uma burguesia que iria prosperar através da especulação e dos negócios de importação e exportação, bloqueando o crescimento acelerado de uma burguesia nacional de inserção industrialista. Assim, Portugal torna-se, no fundo, uma «colónia» ou protectorado de Inglaterra. 

Edição Nº 305 - Mar/Abr 2010

A República e o temor ao bolchevismo!

por Silvestre Lacerda

No decorrer do ano de 2010 assinalam-se os 100 anos de república em Portugal. Sem pretender traçar um quadro pormenorizado que analise as principais linhas estruturantes da história do movimento operário na República, tentaremos aqui alinhar algumas ideias chave sobre esse período histórico e apresentar de que forma os líderes republicanos e a sua força policial reagiu ao surgimento de uma realidade: o «bolchevismo», ou como também aparece grafado na época, o «sovietismo».

Edição Nº 305 - Mar/Abr 2010

Do constitucionalismo monárquico à Constituição democrática de 1976

por António Filpe

A Constituição da República Portuguesa, que completa 34 anos de vigência no próximo mês de Abril, assume um lugar ímpar na nossa História Constitucional. Resultou de um processo revolucionário que devolveu o poder c onstituinte à soberania popular; foi elaborada pela primeira assembleia eleita em Portugal por sufrágio directo e universal; consagra um amplo conjunto de direitos económicos, sociais e culturais que são uma carta identitária da Revolução de Abril. É a mais democrática de todas as Constituições portuguesas e culmina um longo e acidentado processo histórico.

Edição Nº 305 - Mar/Abr 2010

A República e as mulheres trabalhadoras

por Domingos Abrantes

As comemorações do centenário da implantação da República têm servido, por parte de alguns sectores sociais e políticos e instituições governamentais, não para debater e esclarecer o que verdadeiramente representou a revolução de 1910 na luta do povo português nas condições históricas concretas da época, mas para relativizar o 25 de Abril e suas conquistas democráticas, para avalizar políticas contrárias a essas conquistas e para apagar o papel dos trabalhadores e das massas populares.

Edição Nº 301 - Jul/Ago 2009

A I República Promessas sociais e realidades

por Davide Pereira

A abordagem a este sector da intervenção do Estado durante o regime da I República Portuguesa (1910-1926) necessita de um enquadramento prévio. Área considerada central de actuação do poder durante esse período, não deixa, no entanto, de espelhar as muitas contradições que marcaram esses dezasseis anos de regime republicano em Portugal. 

Edição Nº 294 - Mai/Jun 2008

As «eleições» presidenciais de 1958 - A grande campanha do «general sem medo»

por Vitor Dias

Completam-se no ano em curso 50 anos sobre a intervenção das forças e sectores democráticos nas «eleições» presidenciais de 1958, sem nenhuma dúvida, a par das lutas no período imediatamente posterior à derrota do nazi-fascismo, uma das maiores jornadas da luta antifascista sob a ditadura salazarista, em que mais amplamente se expressou um poderoso sobressalto democrático de massas e uma vontade nacional de mudança e em que, correspondentemente, o regime fascista mais sentiu o seu isolamento e mais terá temido pelo seu futuro.

Edição Nº 285 - Nov/Dez 2006

Falsificação da História - O «exemplo» de uma tese

por Mário Pádua

Judith Manya (JM), francesa, defendeu em 19 de Novembro de 2004 a sua tese de doutoramento a que deu o título «O PCP e a questão colonial 1921-1974». O seu trabalho mereceu um prémio da Fundação Mário Soares e não sem razão.
A posição ideológica da autora face ao fascismo fica bem definida ao apadrinhar a incrível fórmula de Manuel de Lucena, embora tal opinião, segundo ela, não tenha conseguido a unanimidade da comunidade científica. Para Manuel de Lucena «o salazarismo é um fascismo sem movimento fascista».