Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Organização, Edição 'Nº 361 - Jul/Ago 2019'

Reforçar o Partido, resistir e avançar

por Revista «O Militante»

As batalhas que travamos são duras e exigentes, sejam as lutas dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho, seja a intensa luta ideológica de todos os dias, sejam as batalhas eleitorais.

Nas recentes eleições para o Parlamento Europeu a CDU elegeu dois deputados, que irão prosseguir o notável trabalho aí desenvolvido, mas o resultado eleitoral obtido ficou aquém do que era preciso, foi negativo para os trabalhadores, o povo e o País. Um resultado em que se expressaram as condições específicas da actual situação e da percepção popular da natureza da União Europeia e da dimensão das consequências da submissão às suas imposições e em que se reflectiu a campanha anti-comunista, a calúnia e a manipulação intensificada brutalmente nos últimos tempos.

Importantes tarefas estão colocadas no imediato, tendo sempre presente os objectivos fundamentais do PCP. A luta de massas, o reforço das organizações unitárias dos trabalhadores, a intervenção e iniciativa política do Partido, a convergência dos democratas e patriotas, a solidariedade internacionalista, são tarefas a que se associa a prioridade das eleições para a Assembleia da República e o trabalho permanente para o reforço do Partido.

Com as eleições para a Assembleia da República no horizonte coloca-se a necessidade de resposta aos problemas nacionais, da concretização de uma alternativa patriótica e de esquerda, da escolha sobre o caminho e a opção a tomar. Assegurar o reforço do PCP e da CDU nas próximas eleições é indispensável para impedir retrocessos e para avançar. Este objectivo depende do nosso trabalho de esclarecimento. Não podemos contar nem com o favorecimento, nem com a imparcialidade da comunicação social. Dependemos de nós próprios.

O Partido e o seu reforço são uma tarefa permanente. O prosseguimento do trabalho de reforço do Partido deve ser articulado com as tarefas imediatas, incluindo a prioridade que constituem as eleições para a Assembleia da República.

Importa valorizar a acção do Partido e a militância em que assenta e ao mesmo tempo impõe-se elevar a preparação e a mobilização, a resposta e iniciativa política, reforçar a resistência e solidez política e ideológica dos quadros e militantes e ao mesmo tempo impulsionar fortemente a ligação aos trabalhadores e às massas populares.

Na acção de reforço do Partido reafirma-se a importância das dez direcções de trabalho inscritas na Resolução do CC de Janeiro de 2018 e das prioridades definidas.

É indispensável assegurar o reforço do trabalho de direcção e a responsabilização de quadros por tarefas permanentes. Importa fazer a avaliação de necessidades e considerar a responsabilização de quadros para reforçar a capacidade de direcção numa perspectiva de futuro, mas também medidas imediatas para aumentar a capacidade de resposta às tarefas colocadas para este ano e, independentemente das múltiplas tarefas, completar a elaboração do plano de formação ideológica de cada organização para este ano.

Relativamente às questões da aplicação prática dos princípios de funcionamento do Partido é necessário apuramento, discussão colectiva, conversas individuais, uma acção que saliente a importância do compromisso de cada militante com os princípios de funcionamento, aspecto central da força do Partido e elemento integrante da sua identidade.

Relativamente ao reforço da intervenção e organização nas empresas e locais de trabalho, importa activar ao máximo a organização existente (células, militantes numa dada empresa, trabalhadores que ainda não são do Partido mas se disponibilizaram a colaborar com o Partido) no trabalho de identificação de problemas, aspirações, reivindicações, de envolvimento e mobilização dos trabalhadores na luta reivindicativa e no reforço da organização unitária, bem como na dinamização da acção de propaganda do Partido e da articulação com o trabalho institucional, promovendo a elevação da consciência de classe e política dos trabalhadores, a sua organização, unidade e luta. No momento actual é preciso dinamizar igualmente toda a estrutura existente para o trabalho de apoio à CDU, seja nos postais de dirigentes sindicais e outros membros de ORT, seja na recolha de assinaturas de trabalhadores de forma massiva. Isto exige o alargamento do número de quadros dedicados ao trabalho nas empresas e locais de trabalho.

Particular importância tem a acção 5 mil contactos que é para levar até ao fim. Registam-se avanços embora diferenciados de organização para organização. Há ainda organizações que não têm registado um número de nomes correspondente à sua meta. Importa alargar o número de nomes designadamente tendo em conta os contactos desenvolvidos no âmbito das eleições para o Parlamento Europeu para o apoio à CDU e aqueles que estão em curso com o mesmo objectivo no âmbito das eleições para a Assembleia da República. As organizações que já ultrapassaram a meta e outras que estão próximas devem fixar novos objectivos a atingir. Em todas as organizações é necessário prosseguir a discussão sobre quem faz cada contacto e sobre o dia e da hora de cada conversa e o controlo de execução respectivo. Atenção à integração dos novos militantes, às conversas a prosseguir com aqueles que não decidiram ainda aderir ao Partido e ao aproveitamento da disponibilidade de participação em tarefas e iniciativas, bem como o registo dos contactos para envio de informação.

A entrega do cartão de membro do Partido deve prosseguir, considerando o aproveitamento da estrutura, equipas e camaradas a tempo inteiro, tendo em conta todos os aspectos que têm estado a ser tratados e também o aproveitamento para o esclarecimento de cada um sobre a eleições para a Assembleia da República.

É necessário avaliar o trabalho junto de camadas e sectores da população e ver novas medidas de quadros e de organização de intervenção ajustada a cada situação, nomeadamente na valorização de avanços conseguidos, na resposta a problemas e aspirações.

Numa situação em que se comprova a importância decisiva das estruturas e meios de propaganda e da imprensa do Partido, impõe-se avaliar e tomar medidas para o reforço de meios e estruturas e a sua operacionalidade, no plano dos meios provados há longo tempo e também no plano das comunicações electrónicas. Quanto ao Avante! e à imprensa do Partido em geral é necessário o alargamento e renovação da estrutura de distribuição e venda e ter a iniciativa de contacto para fixar novos compradores e leitores regulares.

Quanto à independência financeira do Partido deve merecer particular atenção o pagamento regular da quotização, a actualização do seu valor tendo em conta a referência de 1% do rendimento mensal e a necessidade de mais camaradas a receber quotas e dando força ao cumprimento do princípio dos eleitos não serem beneficiados ou prejudicados e quanto às mesas de voto.

A atenção à realização das assembleias das organizações deve prosseguir, designadamente para garantir a regularidade da realização das organizações de base.

Neste tempo que põe mais uma vez à prova o Partido e a sua organização, é indispensável tomar a iniciativa, aprofundar a ligação aos trabalhadores e às massas populares, travar as batalhas políticas imediatas e prosseguir com determinação o trabalho de reforço do Partido, na concretização do seu Programa «Uma democracia avançada – Os valores de Abril no futuro de Portugal», afirmando a sua identidade comunista e o seu objectivo supremo de superação revolucionária do capitalismo, da construção de uma sociedade nova: o socialismo e o comunismo.