Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Festa do «Avante!», Edição Nº 337 - Jul/Ago 2015

Construir o êxito da 39.ª Festa do Avante!

por Alexandre Araújo

Animados com a extraordinária dimensão e com o êxito que constituiu a Marcha Nacional «Todos à Rua Por um Portugal com Futuro», iniciámos no dia 7 de Junho, na Atalaia, as Jornadas de Trabalho para a construção da Festa do Avante que este ano realizará a sua 39.ª edição a 4, 5 e 6 Setembro.

A Festa do Avante, singular nas suas múltiplas dimensões, é uma realização sem paralelo no nosso país, também na forma como é erguida. Ela é o resultado do trabalho de muitos homens, mulheres e jovens, militantes do Partido ou da JCP, e de amigos do Partido e da Festa que a ela dedicam milhares de horas de trabalho militante.

A construção da Festa, só possível com esta participação, com a contribuição de experiências muito diversas, de camaradas e amigos com conhecimentos técnicos em áreas indispensáveis à Festa e muitos outros que, mesmo sem essa experiência, partilham a vontade de participar na construção desta obra colectiva.

A participação nas Jornadas de Trabalho, que constituem também importantes jornadas de convívio e de aprendizagem, é um elemento a acarinhar e incentivar, dinamizando a mobilização particularmente num ano como este, em que a construção da Festa se fará em simultâneo com a preparação das eleições para a Assembleia da República.

Como temos sublinhado, a construção da Festa não se faz apenas na Atalaia. Muitos outros aspectos são essenciais para assegurar o êxito da Festa: desde logo, a preparação dos conteúdos nos planos políticos e culturais, e da participação de cada organização regional, que trazem à Festa as lutas e a intervenção do Partido em cada região; a organização de excursões e outras formas de deslocação organizadas para a Festa; a mobilização para os milhares de turnos e serviços que asseguram o funcionamento e a qualidade do acolhimento aos milhares de visitantes da Festa; a elaboração dos projectos, o garantir dos abastecimentos, entre muitos outros.

Entre todos, um é de particular importância e deve ser assumido em cada uma das organizações como uma prioridade real na distribuição de esforços e meios – a venda da EP e a divulgação da Festa.

A compra antecipada da EP é um elemento central de solidariedade com a construção e realização da Festa do Avante, mas é também um compromisso de participação na Festa. A dinamização da venda antecipada da EP é pois um elemento indispensável para garantir o seu êxito na afirmação dos valores e projecto do PCP.

A Festa do Avante pela sua dimensão cultural, política, humana, de convívio, fraternidade e camaradagem ganhou uma identidade própria e raízes na sociedade portuguesa que lhe permitem manter e ampliar a sua capacidade de atracção e mobilização muito amplas.

São muitos os seus milhares de visitantes todos os anos, são mesmo centenas de milhares aqueles que nas quase quatro décadas da sua realização por lá passaram, mas são também muitos os que não a conhecem, ao seu ambiente único, a riqueza e amplitude do seu programa cultural e que podem ser ganhos para a participação na Festa por elementos concretos do seu programa.

Todos temos a experiência e o conhecimento de situações de quem entrando na Festa pela primeira a vez é atingido por uma enorme e agradável surpresa, confessando que não fazia a mais pequena ideia do que ia encontrar, ou que, tendo já ouvido falar da Festa aquilo que encontra ultrapassa todas as expectativas.

É preciso pois levar a Festa mais longe, vencer silenciamentos e alargar a rede de dinamizadores da venda da EP e de divulgadores da Festa. E a experiência tem-nos ensinado que é a partir do contacto directo que se ganham e fidelizam novos visitantes da Festa e quão essencial o papel da organização do Partido é para que tal aconteça.

A aquisição da EP dá acesso a uma Festa a que vale a pena voltar sempre ou conhecer pela primeira vez. Dá acesso a três dias ímpares marcados por centenas de espectáculos – do que de melhor se faz na música, no teatro, no cinema – pelo desporto, por exposições de artes plásticas, pela ciência, pela gastronomia e artesanato, pelo contacto com a actividade das organizações do Partido, com os problemas e as lutas travadas de norte a sul do país, por dezenas de debates, pela expressão concreta de solidariedade com a luta dos povos no espaço internacional. Cada uma das Festas é um acontecimento irrepetível, onde se encontram sempre novos motivos de interesse.

Este ano em resultado do calendário político e eleitoral, a Festa do Avante vai constituir, na prática, a maior e mais importante iniciativa de abertura da campanha das eleições para a Assembleia da República.

A Festa, como temos afirmado, é um importante meio para fazer recuar e combater preconceitos anticomunistas. É preciso ter presente que é na Festa que muitos milhares de visitantes têm pela primeira vez um contacto mais próximo com os comunistas e o seu partido.

Na Festa contactam, muito para além das iniciativas políticas, com o que defende e propõe o PCP, como funcionam e se organizam os comunistas, com o ambiente de camaradagem e solidariedade único, apenas possível numa iniciativa organizada por uma força como o PCP que apenas existe para defender os interesses dos trabalhadores e o povo português.

A Festa vai constituir um importante momento de afirmação do projecto do PCP e da CDU, dos valores de Abril, de luta pela ruptura com a política de direita e de afirmação da política patriótica e de esquerda.

O êxito da Festa, das várias iniciativas políticas que ali decorrerão, como as dezenas de debates e particularmente o comício de domingo, constituirão um elemento de reforço da confiança para a batalha eleitoral e darão um importante impulso à afirmação da CDU.

... e da Campanha Nacional de Fundos

A Campanha Nacional de Fundos «Mais Espaço, Mais Festa – Futuro com Abril» para a aquisição da Quinta do Cabo com vista ao alargamento e valorização da Festa do Avante, anunciada pelo Secretário-Geral do Partido na abertura da Festa do Avante do ano passado, tem vindo a receber boa receptividade.

A importância da Festa do Avante para a organização do Partido, e para muitos outros democratas e patriotas, para os visitantes da Festa é a razão de tal receptividade, a par do reconhecimento crescente do papel que o PCP desempenha na sociedade portuguesa.

O alargamento e valorização da Festa do Avante era uma aspiração desde que a Festa ganhou um espaço próprio na Quinta da Atalaia. Em muitas das suas edições se sentiam limitações impossíveis de vencer na área disponível. Simultaneamente, a existência de um projecto de passagem de uma estrada por um dos extremos da Quinta da Atalaia vinha reforçar esta necessidade. A possibilidade surgida para a aquisição da Quinta do Cabo, espaço contíguo à Quinta da Atalaia e espaço natural para o crescimento da Festa, era uma oportunidade que não se podia perder.

A aspiração de alargar o espaço, de criar ainda melhores condições para acolher os construtores e visitantes e para valorizar e enriquecer os conteúdos da Festa do Avante pode agora ser concretizada. Para tal é fundamental continuar a contar com a participação de todo o colectivo partidário e dos muitos amigos do Partido e da Festa, alargando a discussão, recolha de contribuições e sugestões em torno da Festa e, naturalmente, alargando a participação na campanha de fundos.

O entusiasmo vivido em torno da campanha de fundos, reflectido desde logo nos resultados já atingidos, permite-nos confiar que os objectivos serão alcançados. Mas muito há ainda a fazer para dinamizar a Campanha até Abril de 2016, data apontada para o seu encerramento. O êxito da Campanha Nacional de Fundos exige o envolvimento de todo o Partido, das organizações e de todos os militantes. Exige planificação e integração na acção geral do Partido. Exige que se vençam dificuldades reais, fruto das consequências da política de direita.

O Apelo geral à participação na Campanha nas intervenções e nas reuniões tem de ser concretizado com conversas individuais com cada um dos membros do Partido a quem ainda não se chegou, procurando recolher a sua contribuição imediata e estabelecer o seu compromisso de contribuições até ao limiar da 40.ª edição da Festa do Avante. A experiência tem demonstrado, que não obstante as dificuldades económicas que o povo e os trabalhadores atravessam, existe uma correspondência nas contribuições ao carácter exigente e excepcional desta Campanha.

Muitos são ainda os amigos do Partido e da Festa, muitos democratas e patriotas, a quem ainda não se conseguiu chegar com a Campanha de Fundos. É necessário alargar muito para fora do Partido o contacto para a contribuição para a Campanha de Fundos de forma a chegar a todos aqueles que valorizam a Festa do Avante e reconhecem o papel indispensável e insubstituível do PCP. É importante recuperar estes atrasos, potenciando a fase mais intensa de preparação da Festa em que estamos a entrar, bem como os muitos milhares de contactos que se realizarão no âmbito da preparação das eleições para a Assembleia da República.

A Campanha Nacional de Fundos tem um significado que vai muito para além do seu objectivo mais imediato, de aquisição da Quinta do Cabo. Esta campanha pode também dar uma importante contribuição para ao reforço da capacidade financeira do Partido, pelos métodos de trabalho que permite desenvolver e pelos contactos a estabelecer. A Campanha alarga ainda a compreensão de que este Partido depende da sua organização e do apoio dos seus militantes e amigos para garantir a sua independência financeira.