Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Organização, Edição Nº 363 - Nov/Dez 2019

Defender e reforçar o Partido

por Revista «O Militante»

Defender e reforçar o Partido é hoje fundamental. Dir-se-à que sempre foi assim, mas há razões particulares que colocam essa exigência com mais força neste momento.

Defender o Partido porque ele está sob um dos maiores ataques de que foi alvo.

O capital tem a percepção clara de quem verdadeiramente se lhe opõe, quem defende os interesses de classe dos trabalhadores, quem age coerentemente para transformar o mundo e construir uma sociedade nova liberta das grilhetas da exploração. O capital sabe quem é essa força e com todos os seus instrumentos procura enfraquecer e se puder destruir o Partido Comunista Português. Assim foi desde a criação do Partido em 1921, assim foi nos últimos anos, assim é nos tempos actuais.

O Partido é alvo duma intensa, prolongada e diversificada ofensiva ideológica baseada na calúnia, na difamação, na manipulação, associada à desvalorização e ao silenciamento das suas posições. Uma ofensiva ideológica e de provocação que incluiu a manipulação e falsificação relativa à nova fase da vida política nacional. Uma acção que utiliza todas as formas, da limitação da intervenção nas empresas e locais de trabalho às tentativas de condicionamento do trabalho de propaganda, ou à ingerência nas suas formas de organização e condicionamento dos seus meios financeiros. Uma ofensiva que se alimenta também da intervenção de alguns membros do Partido, nomeadamente nas redes sociais, com o conveniente reflexo nos meios de comunicação social dominante. Práticas de conteúdo desagregacionista e que municiam a campanha geral dos inimigos contra o Partido.

Uma acção provocatória visando o Partido a que se associa uma intensa movimentação de divisão dos trabalhadores, procurando pôr em causa a influência dos comunistas no movimento sindical e enfraquecer e descaracterizar o Movimento Sindical Unitário e a CGTP-IN.

Uma acção que visa atingir a influência social, política e ideológica do Partido e a sua expressão eleitoral e força institucional, que se reflectiu nos resultados eleitorais que, por sua vez, são aproveitados para prosseguir a acção desvalorizadora do Partido.

Uma acção que visa o próprio colectivo partidário, tentando espalhar a confusão, o desânimo e a desistência.

Nestas condições é importante defender o Partido, é importante resistir, porque mais uma vez, como muitas vezes temos dito, resistir é já vencer, é garantir condições para intervir usando toda a força que temos para o fazer, visando sempre acumular mais força e tendo a perspectiva e a determinação de tomar a ofensiva.

Mas se resistir é já vencer, coloca-se a necessidade de reforçar o Partido porque isso é essencial para cumprir o seu papel insubstituível com os trabalhadores, o povo e o País.

Reforçar o Partido promovendo a realização de reuniões de todos os organismos de direcção, reuniões e plenários de militantes. Discutir, ouvir, concretizar orientações, tomar decisões sobre intervenção e organização, não fechando o Partido sobre si próprio, antes promovendo todas as formas de ligação às massas.

Reforçar o Partido dinamizando a iniciativa e intervenção afirmando a luta por uma política patriótica e de esquerda, o PCP como força portadora e agregadora dos democratas e patriotas, o seu Programa «Uma democracia avançada – os valores de Abril no futuro de Portugal», o ideal e projecto comunista, não desaproveitando as condições para travar retrocessos e avançar na defesa, reposição e conquista de direitos.

Reforçar o Partido afirmando a sua identidade comunista, a sua natureza de classe de partido da classe operária e de todos os trabalhadores, a sua independência, o seu objectivo supremo da superação revolucionária do capitalismo, de construção de uma sociedade nova – o socialismo e o comunismo, a sua base ideológica – o marxismo-leninismo, o seu carácter patriótico e internacionalista, os seus princípios de funcionamento decorrentes do desenvolvimento criativo do centralismo democrático, assentes numa profunda democracia interna, numa única direcção central e numa única orientação geral.

Reforçar o Partido tendo presente o conteúdo da Resolução do Comité Central «Sobre o Reforço do Partido. Por um PCP Mais Forte e Influente», fazendo em cada organização a avaliação dos passos dados, definindo prioridades e avançando na concretização das linhas de orientação definidas.

Reforçar o Partido, avaliando o trabalho de direcção, os quadros, os meios disponíveis, nomeadamente os financeiros, distribuindo forças tendo em conta as prioridades, tomando medidas para reforçar o trabalho de direcção aos vários níveis, assegurar a responsabilização de quadros e militantes por tarefas e responsabilidades permanentes, prosseguir a acção de formação política e ideológica.

Reforçar o Partido promovendo a afirmação dos seus princípios de funcionamento e a sua aplicação prática, porque os princípios de funcionamento são garantia essencial da força e intervenção do Partido.

Reforçar o Partido dando efectiva prioridade à dinamização da organização e intervenção junto dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho. Um trabalho de organização, intervenção e mobilização em que se destaca a acção dos 5 mil contactos que permitiu até agora o contacto com mais de 3500 trabalhadores, dos quais mais de 1000 já aderiram ao Partido, contribuindo para a criação e reforço de células e a intervenção em muitas empresas onde não se verificava, enraizando ainda mais o Partido junto dos trabalhadores. Que permitiu também conhecer muitos trabalhadores que não tendo aderido já ao Partido mostraram disponibilidade para apoiar o PCP e participar na sua actividade que é necessário aproveitar. Impõe-se integrar os novos militantes e avançar na concretização dos contactos para completar esta acção. Ao mesmo tempo é preciso promover o reforço de quadros e meios, assegurando uma acção que tenha como preocupação fundamental o conhecimento dos problemas, das aspirações, das reivindicações e do estado de espírito dos trabalhadores e a iniciativa para promover a sua unidade, organização e luta, articulada com a afirmação e o reforço do Partido.

Reforçar o Partido com o prosseguimento da concretização das outras linhas de orientação, nomeadamente a entrega do novo cartão, a dinamização da intervenção junto de camadas sociais e sectores específicos.

Reforçar o Partido, no plano das organizações locais, melhorando as estruturas de direcção, a iniciativa política e a ligação às massas, com o desenvolvimento do movimento associativo, das lutas das populações, da acção autárquica.

Reforçar do Partido com a dinamização do trabalho de propaganda, nas suas diversas dimensões, incluindo as comunicações electrónicas e da divulgação da imprensa do Partido, em particular do Avante!. Linha de trabalho em que se insere a Festa do Avante!, marcada para 4, 5 e 6 de Setembro de 2020, cuja preparação é fundamental para o seu êxito, para a dinamização da organização e o envolvimento de muitas pessoas que não são militantes do Partido mas estão disponíveis para ajudar a fazer uma grande Festa.

Reforçar o Partido agindo para garantir a sua independência financeira, com medidas urgentes e critérios rigorosos quanto ao futuro, dando atenção ao pagamento regular e aumento das quotas, a acções especiais de angariação de fundos, à campanha do dia de salário, ao cumprimento dos compromissos estatutários pelos eleitos, bem como dos critérios sobre as mesas de voto e também medidas no plano das despesas e do controlo financeiro.

Reforçar o Partido promovendo a realização de assembleias das organizações.

Esperam-nos tempos exigentes. Defenderemos e reforçaremos o Partido, asseguraremos que cumpra o seu papel, garantiremos a sua intervenção e alargamento de influência, firmes e determinados nos objectivos, no ideal e projecto comunista, tais são compromissos essenciais dos comunistas neste tempo concreto.