Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Rubrica: Efeméride

Edição Nº 338 - Set/Out 2015

O VII Congresso da Internacional Comunista - Significado e ensinamentos

por Domingos Abrantes

Há 80 anos, entre 25 de Julho e 20 de Agosto de 1935, na cidade de Moscovo, teve lugar o VII – e último – Congresso da Internacional Comunista (IC), que apesar do imenso tempo decorrido permanece como um dos maiores acontecimentos do movimento comunista e operário e exemplo da capacidade de definir orientações tácticas e estratégicas, na base da crítica e autocrítica, do trabalho colectivo e discussões democráticas alicerçadas no marxismo-leninismo, para responder a novas realidades e ultrapassar teses que se tinham tornado um sério entrave ao desenvolvimento do movimento comunista e conduzido ao enfraquecimento da sua ligação às massas.

Edição Nº 332 - Set/Out 2014

O significado histórico da fundação da AIT (1864-1876)

por Domingos Abrantes

No dia 28 de Setembro de 1864, num comício internacional realizado em St. Martin's Hall, na cidade de Londres, dezasseis anos depois do lançamento do Manifesto Comunista e do seu apelo a que os proletários de todos os países do mundo se unissem e, igualmente, dezasseis anos depois do esmagamento da insurreição operária de Paris na revolução de 1848 – o primeiro grande confronto entre a burguesia e o proletariado que, pela primeira vez, tentava o «assalto ao céu» – era tomada a decisão de fundar uma organização internacional do proletariado – a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) –, com a função de promover a solidariedade internacional e de unir os diferentes destacamentos do proletariado num «exército» único.

Edição Nº 331 - Jul/Ago 2014

Os trabalhadores e o povo português na I Guerra Mundial

por Joana Dias Pereira

A participação de Portugal na guerra é indissociável da conjuntura política vivida em Portugal na segunda década do século XX. A jovem República desejava afirmar o novo regime além-fronteiras e defender as colónias africanas em perigo perante os avanços alemães. Foi neste continente que os portugueses se envolveram nos primeiros conflitos militares, em 1914. As expedições africanas visavam consolidar a ocupação e colonização de Angola e Moçambique, para o qual era indispensável o apoio da velha aliada – a Inglaterra. No decorrer do conflito, apesar de Portugal ter começado por assumir uma posição de neutralidade colaborante, o seu crescente apoio aos aliados torna inevitável o seu envolvimento no palco de guerra europeu.

Edição Nº 331 - Jul/Ago 2014

Nos 100 anos da I Guerra Mundial

por Jorge Cadima

No dia 28 de Julho deste ano cumpre-se um século do início da I Guerra Mundial, uma guerra que ficou conhecida apenas pela designação de Grande Guerra – até que 25 anos mais tarde o capitalismo europeu desencadeou um segundo grande conflito bélico, de ainda maiores proporções. A Grande Guerra foi o reflexo das rivalidades inter-imperialistas entre as maiores potências do seu tempo. Travou-se sobretudo no teatro europeu e alterou profundamente o mapa político, levando à derrocada de quatro grandes impérios que haviam marcado o mundo durante décadas, ou mesmo séculos: o Império Austro-Húngaro, o Império Czarista na Rússia, o Império Alemão, criado após a reunificação da Alemanha em 1871, e o Império Otomano. Mas se a I Guerra Mundial marcou o fim dum velho mundo, haveria também de ser o catalizador dum acontecimento que marcou para sempre a História da Humanidade: a grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia, que assinalou a entrada em cena dos povos como actores de primeiro plano da História e o primeiro grande passo para a libertação da Humanidade das sociedades baseadas na exploração de classe.

Edição Nº 320 - Set/Out 2012

Jornada de coragem na luta pela liberdade e pela democracia

por Rui Fernandes

A Revolta dos Marinheiros, em 8 de Setembro de 1936, ocorre num período de consolidação do fascismo. Um período marcado por inúmeras lutas, envolvendo sectores diversos e com expressão e amplitude várias. Nesse contexto, Salazar, exaltando a vocação marítima do povo português, inaugura um processo de revigoramento da Marinha com a aquisição de novos navios, e, procurando reforçar a sua influência num ramo que lhe era claramente hostil, faz acompanhar tal processo de uma acção de charme junto dos oficiais da Marinha. A realidade, porém, é que, apesar de navios novos, as condições a que os praças eram sujeitos geravam mal-estar e consequentes acções de protesto.

Edição Nº 315 - Nov/Dez 2011

Alves Redol - A escrita contra a sujeição

por Domingos Lobo

Este texto pretende-se evocativo de um dos autores mais fecundos, éticos e corajosos da ficção portuguesa do século XX; um dos obreiros do movimento estético e literário que teve na sua génese o contar das vivências, das lutas e das dores dos humilhados e ofendidos, dos «homens que acrescentavam ainda mais realidade ao real», no dizer de Óscar Lopes. No ano em que se cumprem 100 anos sobre a data do seu nascimento, a obra de Redol merecia uma mais extensa, demorada e profunda análise: ficam, no entanto, neste texto breve, alguns sinais para que os leitores regressem a um autor e a uma escrita que, tantos anos volvidos, ainda nos convoca, seduz e indigna.

Edição Nº 291 - Nov/Dez 2007

Óscar Lopes: exemplo para os dias por vir

por José António Gomes

No passado dia 2 de Outubro celebrou-se o 90.º aniversário de Óscar Lopes, figura ímpar das nossas letras e ensaísta de reconhecido prestígio. Indissociável da valiosíssima obra realizada, a trajectória da sua vida impõe-se-nos como um exemplo de verticalidade e inteireza moral e ideológica. Recordemo-la, pois, de forma necessariamente sumária, até porque ela se distingue, desde logo, pelo modo como soube alicerçar um excepcional percurso de investigação e docência numa visão mais ampla do mundo, determinada pela condição de marxista e de militante comunista de longa data.

Edição Nº 288 - Mai/Jun 2007

A Batalha foi brutalmente encerrada há 80 anos

por Américo Nunes


O número um de A Batalha, o mais importante jornal operário e sindical da Primeira República, apesar da sua natureza anarquista, viu a luz do dia em 23 de Fevereiro de 1919. E o último saiu no dia 26 de Maio de 1927, exactamente um ano após o golpe militar e da implantação da Ditadura, que caminhava aceleradamente para a fascização do regime político em Portugal.

Edição Nº 287 - Mar/Abr 2007

24 de Março - Os estudantes comunistas e o movimento estudantil

por Ruben de Carvalho

Em artigo publicado n’O Militante nº. 257 («A Crise Académica de 1962 – Notas sobre o contexto histórico»), sublinha-se o que são os aspectos fundamentais que caracterizam esse importante momento da luta estudantil contra o fascismo, nomeadamente o conjunto de factores internos e externos que desempenharam papel essencial na amplitude e características do movimento.
No final do texto, escreve-se que «o papel do PCP, ‘o Partido’, e dos estudantes comunistas na «crise académica de 1962 e no movimento associativo em geral (…) foi simplesmente determinante e insubstituível».

Edição Nº 285 - Nov/Dez 2006

José Dias Coelho - A morte saiu à rua...

por Margarida Tengarrinha

Não é fácil deduzir a profundidade do pensamento e da personalidade de alguém pela mera enumeração cronológica dos seus dados biográficos, apresentados a seco.
Na vida de José Dias Coelho há uma data decisiva, o ano de 1955, que tem um real significado para entender a sua opção de vida: é em 1955 que entra na clandestinidade como funcionário do Partido Comunista Português, sabendo que a tarefa que lhe está designada é montar uma oficina de falsificação de documentos, bilhetes de identidade, licenças de bicicleta, cartas de condução, passaportes, etc., para defesa dos militantes clandestinos no trabalho de organização e nas relações internacionais do Partido.